Beagá

Conheci Belo Horizonte quando me mudei para Juiz de Fora. Passei por lá algumas vezes fazendo o trajeto aeroporto de Confins – Rodoviária, até voltar à cidade com mais calma. Particularmente sou apaixonada por BH (como é conhecida) e acho o lugar bem parecido com Goiânia, tendo bem mais opções culturais.

Pra começar o passeio conheça o Mercado Central da cidade, que é bem grande e tem de tudo pra vender em suas 400 lojas, inclusive animais, parte que é melhor nem passar perto. Além das famosas cachaças mineiras, tem muito artesanato, doces e bares pra comer o famoso fígado com jiló acompanhado da cerveja artesanal mineira Backer ou outra qualquer. O lugar é de fácil acesso, no centro da cidade, com várias linhas de ônibus que passam pelas proximidades.

Cachaças vendidas no mercado

Cachaças vendidas no mercado

pampulha

Igreja São Francisco de Assis

Outro lugar tradicional é a Pampulha, famosa obra de Oscar Niemeyer. A lagoa não é das mais cheirosas, mas tem muita coisa pra conhecer por ali. A igreja de São Francisco de Assis tem seu charme inversamente proporcional ao seu tamanho, nada da suntuosidade das igrejas famosas, vale a pena conhecer. Do outro lado, tem o Museu de Arte da Pampulha projetado também por Niemeyer. Quando fui, visitei uma exposição sobre a água da Pampulha, na época acho que não paguei para entrar. Seu jardim também é usado para ensaios fotográficos, seja de casamento, formatura ou outros. Outro lugar para visitar é o Parque Ecológico, ideal para fazer picnic e praticar esportes, por ter uma área verde e gramada bem grande. Lá dentro também tem um restaurante e lanchonete para quem quiser almoçar por lá.

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Se você gosta de museus e exposições, a Praça da Liberdade é um prato cheio. Pensada para abrigar os órgãos do governo quando da transferência da capital de Minas de Ouro Preto para Belo Horizonte, atualmente o lugar se transformou em um circuito cultural. O Centro Cultural do Banco do Brasil tem exposições bastante interessantes com entrada gratuita. O Espaço do Conhecimento da UFMG também tem exposições gratuitas e sessões no planetário com ingressos bem em conta. A dica é assistir a sessão dos astros, que é comentada e mostra as constelações dos signos do zodíaco.

O Museu da Vale é uma estrutura à parte. Com três andares e entrada gratuita você conhece a história de Minas, seus poetas, designers, suas cidades e cultura em exposições interativas. O Centro de Arte Popular não fica exatamente ao redor da praça, mas a um quarteirão, na rua Gonçalves Dias. Quase em frente tem o cinema de rua Belas Artes, com uma programação menos comercial. Dá pra descansar as pernas enquanto assiste um filme e depois comer uma pizza quadrada na pizzaria argentina Liberdade Pizza Sur.

Ali perto também é possível caminhar pelas lojas da Savassi, nem sempre com preços acessíveis, mas com brechós e lojas com roupas e calçados diferentes. Vale conhecer também a loja do estilista mineiro Ronaldo Fraga.

Sobre a noite de Belo Horizonte não posso falar muita coisa porque não saí tanto assim. Mas para quem conhece Goiânia, é bem parecido com relação aos bares. Muitas opções. Eu conheci o Edifício Malleta, na região central da cidade, que tem vários bares pra você escolher. Pra quem gosta de jogos de tabuleiros tem também o Soho Orbi bar. Para dançar fui na Paco Pigalle em uma noite que tocou só música latina.

Além disso, Belo Horizonte oferece muitas opções de shows, festivais e peças teatrais, além de ser a casa de grupos de dança respeitados nacional e internacionalmente. Em uma de minhas idas à cidade consegui ver Romeu e Julieta do Grupo Galpão, tradicional grupo de teatro de rua, na Praça do Papa, uma região mais alta da cidade que tem uma vista bem bonita e que fica próxima ao mirante.

Para quem gosta de feira, domingo tem a Feira Hippie (mais parecida com a Feira do Sol de Goiânia, em um tamanho maior). Ao lado dá pra visitar o Parque Municipal e o Palácio das Artes.

Para conhecer Inhotim

O Instituto Inhotim é um espaço (muito grande por sinal) dedicado à arte contemporânea e à natureza já que abriga além das galerias e obras de arte, um jardim botânico. Pra começo de conversa o lugar é belíssimo. E vale a pena só pra sair dessa correria da cidade. Separe um dia inteiro para ficar lá e a noite para descansar porque o passeio é bem cansativo.

Ao fundo, uma das obras de Oiticica

Inhotim fica na cidade de Brumadinho a aproximadamente 60 km de Belo Horizonte. De terça a domingo sai ônibus da rodoviária da capital mineira. A empresa é a Saritur e se for férias ou feriado recomendo que compre as passagens pelo menos um dia antes. O bom de ir de ônibus é que você chega lá exatamente na hora que abre e pode aproveitar mais o lugar. Se for de carro tente chegar cedo.

Inhotim não abre às segundas. Na quarta-feira a entrada é gratuita (exceto nos feriados) e o Kg no restaurante Oiticica é mais barato. Nesse dia se prepare para enfrentar filas em algumas galerias e leve um lanche. Terça e quinta o ingresso custa 25 reais e sexta, sábado, domingo e feriado, 40 reais.

O espaço é dividido entre galerias de arte e obras ao ar livre. As galerias com nomes de artistas têm exposições fixas, já as outras abrigam exposições rotativas. Pode ser que no dia que você faça a visita, alguma delas esteja fechada para manutenção, mas não sofra, tem muita coisa interessante para ser vista!!

Logo na entrada você tem a opção de pagar pelo uso dos carrinhos que fazem trechos pré-fixados. Vale muito a pena para você cansar menos e para conseguir passear por todo o parque. Mas por que ver tudo em apenas um dia? 1- Se você não é tão fã de arte e de plantas, vai querer conhecer tudo de uma vez. 2- Se você é fã de arte vai querer voltar, então nas próximas visitas poderá dedicar seu tempo às obras que mais gostou (em algumas delas você gasta pelo menos 40 minutos).

Inhotim tem três rotas divididas nas três cores do mapa abaixo. Se você vai visitar tudo, chegou cedo e não quer almoçar no restaurante mais caro, sugiro que comece pela rota amarela e siga para a rota rosa pelo topo do mapa. Isso porque o restaurante Oiticica, que é mais barato, fica na rota rosa perto do lago. Assim você chegará lá mais ou menos próximo do horário do almoço. Depois de almoçar faça a rota laranja que é a maior e mais cansativa.

Mapa do Instituto

Se o dia estiver quente, aproveite para levar sua roupa de banho porque duas das obras são piscinas com entrada autorizada. Uma ao livre e outra dentro de uma galeria. Leve frutas e lanches, não vi nenhum problema em relação a isso no Instituto no dia que estive lá. Vá com roupas e calçados confortáveis.

Se optar pelo carrinho, aproveite para conversar com as pessoas que dirigem. Assim vai conhecer um pouco os funcionários que são em sua maioria de cidades diferentes de Brumadinho, além de descobrir que há uma rotatividade dos funcionários em cada trecho, lanchonete e galeria. Eles não trabalham o ano inteiro na mesma parte do instituto.

Origem

No site do Instituto diz que “O Instituto Inhotim começou a ser idealizado pelo empresário mineiro Bernardo de Mello Paz a partir de meados da década de 1980”. Algumas das atuais galerias eram casas, dessas de fazenda, que foram reformadas para não perderem suas características, mas que pudessem ser adaptadas internamente para receberem exposições.

É possível ouvir alguns boatos também quanto à origem. Uns dizem que é lavagem de dinheiro, outros dizem que o idealizador fez Inhotim como uma forma de se redimir do desmatamento que provocou no norte do Brasil com uma de suas empresas.

Boatos à parte, sua fundação data do ano de 2002 e em 2006 o lugar passa a ser aberto ao grande público.

Para saber mais consulte o site do Instituto: www.inhotim.org.br

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Sobre pisantes

O título desse post é em homenagem à peça Dois Perdidos numa noite suja, de Plínio Marcos. Tem duas adaptações pro cinema, uma de 1970 e outra mais recente com a Débora Falabella. Mas enfim, o assunto aqui é outro.

Vou mostrar algumas marcas de calçados artesanais que conheci, nos links é possível ter mais informações sobre como comprá-los.

Frida Sem Calo

Esta é uma marca de Brasília e os calçados são pensados, desenhados e feitos à mão por Rosângela Vieira, graduada em Artes Visuais na UNB. São calçados diferentes e super confortáveis. Rosângela também ministra oficina e os participantes ficam com seus próprios calçados produzidos durante o curso. O único problema do modelo que comprei foi que ao lavar, essa parte em vermelho manchou o restante em tecido do calçado. Mas como fica tampado quando estou calçada, não deixo de usar. Em Goiânia eles podem ser encontrados na MAPI49, uma loja de vestuário e design no querido Setor Sul.

https://www.facebook.com/Fridasemcalo/timeline

https://www.facebook.com/Mapi49?fref=ts

Frida sem Calo

Espedito Seleiro

Para quem acompanha meu blog ou me conhece sabe como sou apaixonada pela cultura popular. Seria impossível não gostar dos calçados dessa marca que carrega o nome do filho do fabricante das sandálias de ninguém menos que Lampião. As sandálias, mochilas e bolsas em couro são fabricadas no interior do Ceará. Aqui em Goiânia elas podem ser encontradas na Lê Cuco livraria ambulante, na rua T 29, n 449, sala 3, setor Bueno.

https://www.youtube.com/watch?v=1DQsUNOWv14

Espedito Seleiro

Jailson Marcos

Esse é o nome da marca e de seu criador. Conheci quando fui a Recife pela primeira vez e fomos recebidas pelo próprio, que teve paciência de atender quatro moças em dúvida sobre qual modelo levar. Esse modelo da foto eu não acho tão confortável. Mas um outro que tinha dele acabou depois de tanto usar. Aqui em Goiânia eles podem ser encontrados na Casulo, na rua 1136, qd 244, lt. 13, N. 550, no Setor Marista.

http://www.jailsonmarcos.com/

Jailson

Crochelier

Eu amo cores, por isso quando vi a foto dessa sandália já me apaixonei de cara. Ela é feita de crochê e em vários tons. A marca é de Fortaleza, mas você pode comprar pela internet. É só entrar em contato com a Patrícia, que faz os modelos, pelo Facebook que ela te envia por Correios. Ela ainda faz bolsas e está preparando novos modelos de sandálias.

https://www.facebook.com/Crochelier?fref=ts

Crochelier

Guará Artefatos

O tênis da foto não é da Guará Artefatos. Esse eu comprei em uma loja em Tilcara, uma cidade no norte da Argentina. Descobri a Guará no último domingo expondo na inauguração da Casa Aurora, no setor Sul. Achei os modelos lindíssimos.

https://www.facebook.com/guaraartefatos/timeline

Argentina

Dipano

Esta botinha marrom é da Dipano, uma marca de Recife. Há vários modelos dela e também sapatilhas. Além de ser muito confortável são todas feitas à mão em tecido.

https://www.facebook.com/Dipano-Cal%C3%A7ados-116740965145330/timeline/

Dipano

Lucas Art Viver

Esta sapatilha é desenhada pelo Lucas, cada modelo tem um traço e cor diferente e cada um tem um nome. Essa da foto chama Confetes de alegria. Também é super confortável. O Lucas é de Belo Horizonte, mas sempre passa por Goiânia. A novidade que vem por aí são os tênis que ele está começando a fazer.

https://www.facebook.com/lucasvital.sue?fref=ts

Lucas

Dieta

De tanto emagrecer

Sumiu

Na vaguidão dos próprios pensamentos.