Para minhas Fridas

Só por coincidência esse presente tem a ver com o espetáculo. Na verdade vocês sempre foram minhas fridas. Sofreram por amor o que eu não sofri a vida toda. Sofreram por vocês e por mim. Mas agora confesso que também estou sofrendo por amor. Mais uma vez vou me ausentar de vocês e vocês de mim. Só que dessa vez a distância e o tempo vão ser maiores. O bom disso tudo é que os reencontros são mais especiais. Como mudamos, como crescemos, como melhoramos enquanto pessoas né? Mas ainda temos muito a fazer. Prometo que vou tentar ser mais corajosa em relação aos meus sentimentos, apesar da vaidade, do orgulho, da desconfiança. Vou tentar ser um pouco mais Frida.

Quero pedir uma coisa a vocês também. Continuem assim, sofridas, mas nunca se esqueçam que a gente tem que aprender a viver com a gente. Entender o que estamos pensando e sentindo é mais fácil quando estamos a sós com nós mesmas. A gente sempre depende do outro, mas essa dependência não pode nos deixar doentes. A solidão também é necessária pra gente conseguir conviver bem com outra pessoa. Não sei se esse é o caminho da felicidade, talvez seja só o caminho da serenidade. Quando escrevo isso pra vocês, escrevo pra mim também.

Sei que quando voltar, terei muitas novidade por aqui ou por aí. Quero dizer que mesmo de longe, sempre vou apoiar as decisões e escolhas de vocês. Mesmo que não concorde ou que precise dar bronca antes. Amo muito vocês e vou sempre lhes desejar a maior felicidade do mundo. Que bom que o cosmos e as entidades ajudaram que minha amizade com vocês se transformasse em nossa amizade, em nós.

Esse presente é pra representar isso, a força que eu tenho com vocês e o amor que nos une. Obrigada por tudo e vou sentir muita saudade de vocês!!!

Beijos.

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Quando se conquista junto

No ônibus, a caminho de Goiânia, recebo uma mensagem, sim SMS porque sou da velha guarda, avisando “Não passei”. Não precisava de mais que isso pra perceber a tristeza e o cansaço naquelas palavras. Ela acreditava que ia passar, eu tinha certeza. Senti exatamente o desânimo de um ano antes quando foi minha vez de lhe enviar esta mesma notícia. Naquela hora, sem muito o que dizer, porque não há muito o que dizer, só consegui responder a parte de Cem Anos de Solidão que tinha ficado mais presente depois de reler o livro: A vida anda em círculos, você vai voltar pra Campinas. Eu apenas sentia que ia dar certo e ela penas se esforçava pra acreditar em mim, sempre duvidando da possibilidade ou dela mesma.

Quinze dias depois, com um oceano de distância, recebo outra mensagem dela, agora pelo whatsapp, P-A-S-S-E-I. O texto não foi escrito assim, mas foi assim que eu li. Um orgulho e um alívio por ter alimentado um sentimento que enfim se concretizava. A felicidade só não foi completa porque faltou o abraço e o brinde, mas ela estava lá, na empolgação de contar pra todos os amigos e conhecidos e espalhar: ela também conseguiu.