Lembranças de uma ex JCA

Estudei no Colégio Estadual Professor José Carlos de Almeida de 1995 a 1999. Soube que a unidade havia sido desativada quando os alunos ocuparam o prédio no final do ano passado. Muita coisa passou pela minha cabeça, em especial as lembranças. Em 2010 ou 2011, voltei a entrar lá pela primeira vez, agora a trabalho, como jornalista, para fazer uma gravação. Vi uma mulher mais velha sentada em uma sala que imaginei que talvez pudesse ser minha professora da 1ª série, Dinorah. Tinha uma vaga semelhança com o semblante que eu tinha em mente. O colégio parecia bem menor do que tinha na lembrança.

Meus irmãos mais velhos também estudaram aí. Na época, só eram oferecidas turmas até a 8ª série (que hoje é 9ª). O ensino médio foi incorporado justamente no ano em que eu entrava na 5ª série e passaria a estudar de manhã. Mas tive que esperar porque com a reorganização das salas, minha turma continuou no turno vespertino. Estudar de manhã era então um sinal de que você estava ficando mais velho, amadurecendo. Continuar a estudar à tarde foi uma frustração.

O trajeto para o colégio no centro da cidade, desde o Jardim América, bairro onde morava, era feito no Chevette, depois substituído por um Passat. E no caminho minha mãe ia parando em todos os pontos de ônibus onde tinha um jovem com a camiseta azul para lhes dar carona. O uniforme tinha a mesma cor da tinta da fachada do colégio.

Na portaria estava Chiquinha, uma mulher mais velha, negra, com cabelos curtos, muito curtos, de óculos de grau. Ela conhecia todos os alunos e nos avisava quando os responsáveis por nos buscar chegavam.

O colégio tem um pátio grande, onde corríamos, jogávamos queimada, pulávamos elástico. Uma vez até tive torcicolo na tentativa de dar um salto quando o nível da brincadeira chega no pescoço. Thábata, Laura, Fernanda, Sarah, Kamylla, eram as amigas que me recordo os nomes. Com Fernanda tenho contato até hoje pelo Facebook, até meu primeiro ano de faculdade ainda saíamos juntas. A Kamylla, reencontrei em 2011, por acaso, quando fui pedir informação em um Studio de pilates perto de casa. Ela estava me atendendo e então perguntou se eu me lembrava dela. Um tempo depois levou uma foto de seu aniversário de 7 anos em que eu estava. Thábata era baixinha, magrinha, do cabelo liso castanho, com franja e óculos, super estudiosa. Fazíamos trabalhos juntas, na minha casa ou na dela. Dos meninos, só me lembro do Luiz Carlos, o mais bonito da turma, moreno, de olhos claros.

Dentro do colégio tinha uma parte com aqueles aparelhos fixos de fazer ginástica presentes nos parques de Goiânia. Lá eu cortei minha cabeça, tentando me pendurar de cabeça para baixo com uma tiara de miçanga na cabeça. Nada grave. Em outro aparelho, cortei a mão quando dedurava um menino aos colegas que brincavam de pique esconde. Esse foi mais grave. Corri para o tanque que tinha embaixo de uma enorme caixa d’água para lavar e resolver sozinha, afinal foi isso que fizeram quando cortei a cabeça. Mas não funcionou. Ligaram para os meus pais e fui para o Hugo, levar uns 10 pontos na mão, os únicos até hoje. Era época de provas e havia machucado justamente a mão que precisava para escrever. A professora avisou na sala que eu era a única que podia responder com letra feia.

Os lanches são uma lembrança à parte. Dois ou quatro alunos eram escolhidos para buscar na cozinha as bandejas com as cumbucas de comida, galinhada era uma delas. Às vezes tinha bolo com iogurt no saquinho ou mesmo suco. Nesses dias fazíamos uma fila na porta da cozinha.

À medida que a idade avançava a quantidade de turmas aumentava. Se antes ia só até a letra B, na 5ª série ia até a letra E.

A localização no centro da cidade era uma grande vantagem. Íamos a pé até o Teatro Goiânia assistir peças de teatro. Me lembro também de uns Jogos Indígenas no Ginásio Rio Vermelho, quando ele ainda funcionava.

Em época de festa junina, cada série preparava a apresentação de uma quadrilha. Os alunos ajudavam vendendo uma espécie de rifa. O desenho que fazia referência à festa tinha uma fogueira com várias chamas. Cada uma custava 50 centavos e à medida que ia vendendo era preciso pintá-las. Quem vendesse mais se tornava a rainha e o rei daquele ano. Consegui esse feito uma vez quando passei de porta em porta no meu prédio que tinha 13 andares com 8 apartamentos em cada.

Uma vez por ano recebíamos a visita também de um grupo de pessoas, com seus jalecos brancos, seus vídeos e seus kits de escovas de dentes. Muito provavelmente eram alunos da UFG na disciplina de saúde coletiva ou algo parecido. Aprendíamos sobre cáries, sobre alimentação, sobre escovação… Por falar em alunos, seja do antigo Magistério ou de alguma licenciatura, sempre tinha também aquele pessoal mais velho, geralmente mulher, que sentava no fundo da sala fazendo suas anotações.

Uma das minhas professoras da 2ª série se chamava Adriana, baixinha, morena, tinha o cabelo liso, preto que ia até a bunda. Na 4ª série foi a vez da Joventilha. Mais velha, rigorosa, tinha métodos de ensino bem dinâmicos. Abandonava por um tempo o livro de ciências sociais, para explicar a História de Goiás. Ensinava matemática com brincadeiras que incluíam árvores e maçãs de papel pregadas no quadro. E a cada resultado de provas dividia a turma em grupos liderados pelo aluno com a nota mais alta que tinha que ajudar os demais colegas. Quando as notas iam subindo, estes alunos se tornavam os líderes de novos grupos. Ela nos fazia ensaiar músicas para apresentar em atividades do colégio. E nesse mesmo ano tivemos o curso do Proerd, ministrado por um policial militar sobre os perigos do uso de drogas, desde álcool e cigarro, até outras mais pesadas. Tinha um livro como material didático e no final teve até formatura do curso, em um ginásio que não me lembro onde era.

Lembranças soltas que de alguma forma fazem parte de mim, da minha história. Que ajudam a compreender o funcionamento do ensino, a criticá-lo, a repensá-lo. Lembranças essas que são perdidas a cada escola fechada e a cada jovem silenciado.

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É dia de Reis, em Barcelona

Depois de três anos seguidos acompanhando a festa de reis em Juiz de Fora, em 2016 tive que me contentar com fotos e vídeos enviados pelo whatsapp ou vistos no face. Enquanto no Brasil o ápice da festa é o almoço do dia 6 de janeiro, em Barcelona, na Espanha, as pessoas aguardam o famosa Cavalgada dos Reis na noite do dia 5.

Na Espanha, o dia de reis é muito tradicional e festejado principalmente pelas crianças. Antes do monopólio do Papai Noel e sua entrega de presentes no Natal, a tradição era esperar os reis no dia 6 para receber seus pedidos, seguindo a narrativa bíblica, já que os 3 reis entregaram seus presentes a Jesus no dia 6, quando finalmente chegaram à manjedoura.

Aqui as lojas anunciam em suas vitrines a chegada dos reis e fazem promoção para a compra de presentes. Além disso, no dia 6 de janeiro costuma-se dar doces para as crianças, como nosso dia de São Cosme e Damião.

Me parece que na Espanha o dia de Reis é realmente esperado e celebrado em grande parte das famílias, sendo inclusive feriado nacional. Mas enquanto aqui é uma festa mais voltada para crianças, no Brasil o dia de Reis é uma festa dos grupos de folia com suas comunidades, sejam seus bairros ou toda a cidade reunida em almoços e cafés da manhã comunitários. Enquanto na Espanha celebra-se a espera pelos presentes, no Brasil celebra-se o fim do sacrifício empreendido pelos reis magos para encontrar Jesus.

Sobre a cavalgada em Barcelona, é bom destacar que se trata de uma festa institucionalizada, organizada pela prefeitura (No Brasil, muitas folias também recebem apoios institucionais, mas elas continuam tendo um certo protagonismo em relação à festa). É um desfile por ruas pré determinadas que conta com coreografias e pequenos carros alegóricos, algo mais próximo do que nós brasileiros conhecemos como os desfiles de carnaval, por exemplo, guardadas as devidas proporções. É algo para ser visto, diferentemente das folias de reis no Brasil.

Apesar de se chamar cavalgada, apenas a guarda municipal que vai à frente está montada. As pessoas se aglomeram em todo o trajeto, que não é curto, para ver a passagem dos reis. As sacadas e janelas dos apartamentos pelo caminho ficam abarrotadas de gente, com uma vista privilegiada. Do alto, jogam confetes, serpentina e papel picado, dando um colorido a mais no inverno de casacos pretos, cinzas e marrons, em sua maioria. As pessoas levam escadas para as ruas para poderem ver melhor o desfile.

Confesso que não entendi bem o significado de todos os carros do desfile, mas no geral eles estão relacionados aos reis magos e aos presentes. Há um carro das chupetas que, pelo que entendi, é uma tradição as crianças menores se desfazerem delas nessa data. Há também os correios dos reis magos, onde várias pessoas com cestinhas recolhem as cartas das crianças no trajeto com seus pedidos.

As músicas com toque oriental ou africano acompanham os carros dos respectivos reis, já que uma das narrativas criadas mundialmente é que cada rei representa um continente (a América ainda “não existia” quando tal narrativa foi criada). Por fim, dois carros jogam balas para os que acompanham o desfile.

 

Para minhas Fridas

Só por coincidência esse presente tem a ver com o espetáculo. Na verdade vocês sempre foram minhas fridas. Sofreram por amor o que eu não sofri a vida toda. Sofreram por vocês e por mim. Mas agora confesso que também estou sofrendo por amor. Mais uma vez vou me ausentar de vocês e vocês de mim. Só que dessa vez a distância e o tempo vão ser maiores. O bom disso tudo é que os reencontros são mais especiais. Como mudamos, como crescemos, como melhoramos enquanto pessoas né? Mas ainda temos muito a fazer. Prometo que vou tentar ser mais corajosa em relação aos meus sentimentos, apesar da vaidade, do orgulho, da desconfiança. Vou tentar ser um pouco mais Frida.

Quero pedir uma coisa a vocês também. Continuem assim, sofridas, mas nunca se esqueçam que a gente tem que aprender a viver com a gente. Entender o que estamos pensando e sentindo é mais fácil quando estamos a sós com nós mesmas. A gente sempre depende do outro, mas essa dependência não pode nos deixar doentes. A solidão também é necessária pra gente conseguir conviver bem com outra pessoa. Não sei se esse é o caminho da felicidade, talvez seja só o caminho da serenidade. Quando escrevo isso pra vocês, escrevo pra mim também.

Sei que quando voltar, terei muitas novidade por aqui ou por aí. Quero dizer que mesmo de longe, sempre vou apoiar as decisões e escolhas de vocês. Mesmo que não concorde ou que precise dar bronca antes. Amo muito vocês e vou sempre lhes desejar a maior felicidade do mundo. Que bom que o cosmos e as entidades ajudaram que minha amizade com vocês se transformasse em nossa amizade, em nós.

Esse presente é pra representar isso, a força que eu tenho com vocês e o amor que nos une. Obrigada por tudo e vou sentir muita saudade de vocês!!!

Beijos.

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Quando se conquista junto

No ônibus, a caminho de Goiânia, recebo uma mensagem, sim SMS porque sou da velha guarda, avisando “Não passei”. Não precisava de mais que isso pra perceber a tristeza e o cansaço naquelas palavras. Ela acreditava que ia passar, eu tinha certeza. Senti exatamente o desânimo de um ano antes quando foi minha vez de lhe enviar esta mesma notícia. Naquela hora, sem muito o que dizer, porque não há muito o que dizer, só consegui responder a parte de Cem Anos de Solidão que tinha ficado mais presente depois de reler o livro: A vida anda em círculos, você vai voltar pra Campinas. Eu apenas sentia que ia dar certo e ela penas se esforçava pra acreditar em mim, sempre duvidando da possibilidade ou dela mesma.

Quinze dias depois, com um oceano de distância, recebo outra mensagem dela, agora pelo whatsapp, P-A-S-S-E-I. O texto não foi escrito assim, mas foi assim que eu li. Um orgulho e um alívio por ter alimentado um sentimento que enfim se concretizava. A felicidade só não foi completa porque faltou o abraço e o brinde, mas ela estava lá, na empolgação de contar pra todos os amigos e conhecidos e espalhar: ela também conseguiu.

Beagá

Conheci Belo Horizonte quando me mudei para Juiz de Fora. Passei por lá algumas vezes fazendo o trajeto aeroporto de Confins – Rodoviária, até voltar à cidade com mais calma. Particularmente sou apaixonada por BH (como é conhecida) e acho o lugar bem parecido com Goiânia, tendo bem mais opções culturais.

Pra começar o passeio conheça o Mercado Central da cidade, que é bem grande e tem de tudo pra vender em suas 400 lojas, inclusive animais, parte que é melhor nem passar perto. Além das famosas cachaças mineiras, tem muito artesanato, doces e bares pra comer o famoso fígado com jiló acompanhado da cerveja artesanal mineira Backer ou outra qualquer. O lugar é de fácil acesso, no centro da cidade, com várias linhas de ônibus que passam pelas proximidades.

Cachaças vendidas no mercado

Cachaças vendidas no mercado

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Igreja São Francisco de Assis

Outro lugar tradicional é a Pampulha, famosa obra de Oscar Niemeyer. A lagoa não é das mais cheirosas, mas tem muita coisa pra conhecer por ali. A igreja de São Francisco de Assis tem seu charme inversamente proporcional ao seu tamanho, nada da suntuosidade das igrejas famosas, vale a pena conhecer. Do outro lado, tem o Museu de Arte da Pampulha projetado também por Niemeyer. Quando fui, visitei uma exposição sobre a água da Pampulha, na época acho que não paguei para entrar. Seu jardim também é usado para ensaios fotográficos, seja de casamento, formatura ou outros. Outro lugar para visitar é o Parque Ecológico, ideal para fazer picnic e praticar esportes, por ter uma área verde e gramada bem grande. Lá dentro também tem um restaurante e lanchonete para quem quiser almoçar por lá.

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Se você gosta de museus e exposições, a Praça da Liberdade é um prato cheio. Pensada para abrigar os órgãos do governo quando da transferência da capital de Minas de Ouro Preto para Belo Horizonte, atualmente o lugar se transformou em um circuito cultural. O Centro Cultural do Banco do Brasil tem exposições bastante interessantes com entrada gratuita. O Espaço do Conhecimento da UFMG também tem exposições gratuitas e sessões no planetário com ingressos bem em conta. A dica é assistir a sessão dos astros, que é comentada e mostra as constelações dos signos do zodíaco.

O Museu da Vale é uma estrutura à parte. Com três andares e entrada gratuita você conhece a história de Minas, seus poetas, designers, suas cidades e cultura em exposições interativas. O Centro de Arte Popular não fica exatamente ao redor da praça, mas a um quarteirão, na rua Gonçalves Dias. Quase em frente tem o cinema de rua Belas Artes, com uma programação menos comercial. Dá pra descansar as pernas enquanto assiste um filme e depois comer uma pizza quadrada na pizzaria argentina Liberdade Pizza Sur.

Ali perto também é possível caminhar pelas lojas da Savassi, nem sempre com preços acessíveis, mas com brechós e lojas com roupas e calçados diferentes. Vale conhecer também a loja do estilista mineiro Ronaldo Fraga.

Sobre a noite de Belo Horizonte não posso falar muita coisa porque não saí tanto assim. Mas para quem conhece Goiânia, é bem parecido com relação aos bares. Muitas opções. Eu conheci o Edifício Malleta, na região central da cidade, que tem vários bares pra você escolher. Pra quem gosta de jogos de tabuleiros tem também o Soho Orbi bar. Para dançar fui na Paco Pigalle em uma noite que tocou só música latina.

Além disso, Belo Horizonte oferece muitas opções de shows, festivais e peças teatrais, além de ser a casa de grupos de dança respeitados nacional e internacionalmente. Em uma de minhas idas à cidade consegui ver Romeu e Julieta do Grupo Galpão, tradicional grupo de teatro de rua, na Praça do Papa, uma região mais alta da cidade que tem uma vista bem bonita e que fica próxima ao mirante.

Para quem gosta de feira, domingo tem a Feira Hippie (mais parecida com a Feira do Sol de Goiânia, em um tamanho maior). Ao lado dá pra visitar o Parque Municipal e o Palácio das Artes.

Para conhecer Inhotim

O Instituto Inhotim é um espaço (muito grande por sinal) dedicado à arte contemporânea e à natureza já que abriga além das galerias e obras de arte, um jardim botânico. Pra começo de conversa o lugar é belíssimo. E vale a pena só pra sair dessa correria da cidade. Separe um dia inteiro para ficar lá e a noite para descansar porque o passeio é bem cansativo.

Ao fundo, uma das obras de Oiticica

Inhotim fica na cidade de Brumadinho a aproximadamente 60 km de Belo Horizonte. De terça a domingo sai ônibus da rodoviária da capital mineira. A empresa é a Saritur e se for férias ou feriado recomendo que compre as passagens pelo menos um dia antes. O bom de ir de ônibus é que você chega lá exatamente na hora que abre e pode aproveitar mais o lugar. Se for de carro tente chegar cedo.

Inhotim não abre às segundas. Na quarta-feira a entrada é gratuita (exceto nos feriados) e o Kg no restaurante Oiticica é mais barato. Nesse dia se prepare para enfrentar filas em algumas galerias e leve um lanche. Terça e quinta o ingresso custa 25 reais e sexta, sábado, domingo e feriado, 40 reais.

O espaço é dividido entre galerias de arte e obras ao ar livre. As galerias com nomes de artistas têm exposições fixas, já as outras abrigam exposições rotativas. Pode ser que no dia que você faça a visita, alguma delas esteja fechada para manutenção, mas não sofra, tem muita coisa interessante para ser vista!!

Logo na entrada você tem a opção de pagar pelo uso dos carrinhos que fazem trechos pré-fixados. Vale muito a pena para você cansar menos e para conseguir passear por todo o parque. Mas por que ver tudo em apenas um dia? 1- Se você não é tão fã de arte e de plantas, vai querer conhecer tudo de uma vez. 2- Se você é fã de arte vai querer voltar, então nas próximas visitas poderá dedicar seu tempo às obras que mais gostou (em algumas delas você gasta pelo menos 40 minutos).

Inhotim tem três rotas divididas nas três cores do mapa abaixo. Se você vai visitar tudo, chegou cedo e não quer almoçar no restaurante mais caro, sugiro que comece pela rota amarela e siga para a rota rosa pelo topo do mapa. Isso porque o restaurante Oiticica, que é mais barato, fica na rota rosa perto do lago. Assim você chegará lá mais ou menos próximo do horário do almoço. Depois de almoçar faça a rota laranja que é a maior e mais cansativa.

Mapa do Instituto

Se o dia estiver quente, aproveite para levar sua roupa de banho porque duas das obras são piscinas com entrada autorizada. Uma ao livre e outra dentro de uma galeria. Leve frutas e lanches, não vi nenhum problema em relação a isso no Instituto no dia que estive lá. Vá com roupas e calçados confortáveis.

Se optar pelo carrinho, aproveite para conversar com as pessoas que dirigem. Assim vai conhecer um pouco os funcionários que são em sua maioria de cidades diferentes de Brumadinho, além de descobrir que há uma rotatividade dos funcionários em cada trecho, lanchonete e galeria. Eles não trabalham o ano inteiro na mesma parte do instituto.

Origem

No site do Instituto diz que “O Instituto Inhotim começou a ser idealizado pelo empresário mineiro Bernardo de Mello Paz a partir de meados da década de 1980”. Algumas das atuais galerias eram casas, dessas de fazenda, que foram reformadas para não perderem suas características, mas que pudessem ser adaptadas internamente para receberem exposições.

É possível ouvir alguns boatos também quanto à origem. Uns dizem que é lavagem de dinheiro, outros dizem que o idealizador fez Inhotim como uma forma de se redimir do desmatamento que provocou no norte do Brasil com uma de suas empresas.

Boatos à parte, sua fundação data do ano de 2002 e em 2006 o lugar passa a ser aberto ao grande público.

Para saber mais consulte o site do Instituto: www.inhotim.org.br

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Sobre pisantes

O título desse post é em homenagem à peça Dois Perdidos numa noite suja, de Plínio Marcos. Tem duas adaptações pro cinema, uma de 1970 e outra mais recente com a Débora Falabella. Mas enfim, o assunto aqui é outro.

Vou mostrar algumas marcas de calçados artesanais que conheci, nos links é possível ter mais informações sobre como comprá-los.

Frida Sem Calo

Esta é uma marca de Brasília e os calçados são pensados, desenhados e feitos à mão por Rosângela Vieira, graduada em Artes Visuais na UNB. São calçados diferentes e super confortáveis. Rosângela também ministra oficina e os participantes ficam com seus próprios calçados produzidos durante o curso. O único problema do modelo que comprei foi que ao lavar, essa parte em vermelho manchou o restante em tecido do calçado. Mas como fica tampado quando estou calçada, não deixo de usar. Em Goiânia eles podem ser encontrados na MAPI49, uma loja de vestuário e design no querido Setor Sul.

https://www.facebook.com/Fridasemcalo/timeline

https://www.facebook.com/Mapi49?fref=ts

Frida sem Calo

Espedito Seleiro

Para quem acompanha meu blog ou me conhece sabe como sou apaixonada pela cultura popular. Seria impossível não gostar dos calçados dessa marca que carrega o nome do filho do fabricante das sandálias de ninguém menos que Lampião. As sandálias, mochilas e bolsas em couro são fabricadas no interior do Ceará. Aqui em Goiânia elas podem ser encontradas na Lê Cuco livraria ambulante, na rua T 29, n 449, sala 3, setor Bueno.

https://www.youtube.com/watch?v=1DQsUNOWv14

Espedito Seleiro

Jailson Marcos

Esse é o nome da marca e de seu criador. Conheci quando fui a Recife pela primeira vez e fomos recebidas pelo próprio, que teve paciência de atender quatro moças em dúvida sobre qual modelo levar. Esse modelo da foto eu não acho tão confortável. Mas um outro que tinha dele acabou depois de tanto usar. Aqui em Goiânia eles podem ser encontrados na Casulo, na rua 1136, qd 244, lt. 13, N. 550, no Setor Marista.

http://www.jailsonmarcos.com/

Jailson

Crochelier

Eu amo cores, por isso quando vi a foto dessa sandália já me apaixonei de cara. Ela é feita de crochê e em vários tons. A marca é de Fortaleza, mas você pode comprar pela internet. É só entrar em contato com a Patrícia, que faz os modelos, pelo Facebook que ela te envia por Correios. Ela ainda faz bolsas e está preparando novos modelos de sandálias.

https://www.facebook.com/Crochelier?fref=ts

Crochelier

Guará Artefatos

O tênis da foto não é da Guará Artefatos. Esse eu comprei em uma loja em Tilcara, uma cidade no norte da Argentina. Descobri a Guará no último domingo expondo na inauguração da Casa Aurora, no setor Sul. Achei os modelos lindíssimos.

https://www.facebook.com/guaraartefatos/timeline

Argentina

Dipano

Esta botinha marrom é da Dipano, uma marca de Recife. Há vários modelos dela e também sapatilhas. Além de ser muito confortável são todas feitas à mão em tecido.

https://www.facebook.com/Dipano-Cal%C3%A7ados-116740965145330/timeline/

Dipano

Lucas Art Viver

Esta sapatilha é desenhada pelo Lucas, cada modelo tem um traço e cor diferente e cada um tem um nome. Essa da foto chama Confetes de alegria. Também é super confortável. O Lucas é de Belo Horizonte, mas sempre passa por Goiânia. A novidade que vem por aí são os tênis que ele está começando a fazer.

https://www.facebook.com/lucasvital.sue?fref=ts

Lucas

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